segunda-feira, 26 de maio de 2008

Não me siga,
estou perdido.



Zé da Silva, negro brasileiro, perambula na madrugada afora, na madrugada fria, na madrugada quente, na madrugada que madruga só. A noite menina é só dele só, até os raios do sol desenharem o arrebol.
Zé da Silva, sem nome certo, sem teto, e sem chão confabula com o cão. Fala com voz rouca, fala de si mesmo, fantasia ser dono da noite, dono da rua. O dia, para ele, é noite, é sono, é hora de dormir enquanto a cidade anda.
Zé da Silva, sem família que conheça, talvez uma filha, se encabula por ser só. Solidão vil, sem voz, só latido do cão, trovão no céu, relâmpago que risca e diz tempestade, zunido do pernilongo e mais um gole.
Zé da Silva é o burro da carrocinha, é coletor do que há na lixeira. Trota com sorrisos de muitas janelas. O cão, não é corinthiano, mas é fiel, segue sua trilha, mas só ele é convidado para tal, pois, a carroça do Zé, avisa: “Não me siga, estou perdido”.


“Zé” é nome de pobre e de rico, é apenas figura de linguagem, que representa as pessoas que caminham e carregam fardos da dor, do silêncio, do medo, da angústia, da insegurança e das incertezas. Pessoas com um vazio na alma, que não sabem ao certo que caminho seguir, e por isso, seguem qualquer um, e tem como filosofia o ditado: “Todos os caminhos levam a Deus”. Assim caminha boa parte da humanidade, e pobre daqueles que a segue. Jesus não foi ousado ao dizer: “Eu Sou o Caminho, a verdade e a vida; e ninguém vai ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Jesus foi verdadeiro. Ele contou e mostrou o Caminho de volta para o Pai Eterno. “Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho único, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Conheci um coletor de lixo nas ruas. Um dia, embriagado, participou de um culto no templo. Preguei sobre: “Entregar a vida a Jesus”. Ele entendeu e aceitou o convite para ser de Jesus, ser salvo para a vida eterna após a morte. Até hoje ele é fiel. Sua vida mudou, ele deixou a bebida, é alegre, disposto e feliz. Ele continua a ser coletor, mas este é um “Zé” que não está perdido, sabe para onde vai. Ele segue o Caminho que é Jesus. Deus nos abençoe!

(Luiz Moraes - 2006)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

MISSÃO NAS CASAS

Quarta(21) realizamos um culto na casa de uma irmã fervorosa e comprometida com Jesus. Ela é apaixonada pela obra de Cristo. Tínhamos vinte pessoas presentes e o culto foi abençoado. A obra em Guaíba não tem um ano e mesmo, sem recursos de igrejas ou de instituições missionárias que até o presente momento não se importaram conosco, estamos pregando o evangelho. O culto seria no templo (uma pequena casa verde em madeira), e por certo não chegaríamos a ter doze pessoas. A casa da irmã foi estratégica. Pudemos orar pelas pessoas e portas foram abertas. Temos mais duas casas dispostas a ouvirem a Palavra de Deus.
A cidade é espírita e idólatra e a resistência é grande. Exige muito mais dos cristãos, e para piorar, muitos cristãos são nominais que não tem o conhecimento mínimo da Palavra, sequer sabem o que é doutrina. A tradição evangélica é neo-pentecostal e a influência dos pregadores de rádios e televisões é muito grande. Creio que em todo Brasil isto está acontecendo. Os pregadores da mídia criaram um modelo de pregar e de pregação, além de confundirem os ouvintes, pois, se contradizem frequentemente.
  1. Creio que a Igreja precisa de um reavivamento, na Palavra de Deus, e não de movimentos estranhos à mesma.
  2. Creio que a Igreja que se diz conhecedora da Verdade, deve ousar mais e sair de certas amarras.
  3. Creio que a Igreja que se diz conhecedora da Verdade, deve parar de criticar e mostrar sua fé ativa.
Ficar em gabinetes ou fechados em seus templos fazendo debates improdutivos ou planejando suas festas de confraternização e deixando os campos missionários e outras igrejas menores a padecer, não é compatível com a Palavra de Deus.
Os erros que observo em todos os segmentos religiosos cristãos, são aqueles que a Bíblia diz: Facções, soberba, partidos políticos, poder, riqueza, discriminação, falta de amor e visão, desobediência, fé sem obras, muitos obreiros e poucos campos (contrariando a Cristo).
Cultos em casas estratégicas é uma forma de alcançar outros para Jesus, é uma forma da Igreja se fazer presente em ruas e bairros diferentes. É a Igreja que anda e que abençoa os lares.
Que Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nós.
Rev. Luiz Moraes (um grito no deserto)
JESUS ESTIMULA A ORAR
Mateus 7:7-12

Jesus estimula os seus seguidores a orar. Note que ele ensina três passos importantes na oração. Os irmãos sabem que ninguém é melhor que Jesus. Ele é Mestre dos mestres, Ele é o Filho de Deus, o próprio Deus encarnado. Portanto, Ele é Autoridade em tudo que ensina e faz. Ele diz:

1)PEDI, E DAR-SE-VOS-Á – O que é pedir, senão expressar a necessidade eminente? É pedir para aquEle que pode tudo. Ele afirma que aquele que pede recebe.

2)BUSCAI E ACHAREIS – Parece que a busca é um segundo estágio, que exige uma dedicação maior do crente. Também pode ser um daqueles casos de ficar vigilante até que a bênção venha no tempo de Deus. Quem busca encontra. Note que Jesus nos dá a idéia de “procurar algo”, como a parábola da mulher que perdeu uma moeda e a procurou até encontrá-la. Ele não abandonou o seu objetivo.


3)BATEI, E ABRIR-SE-VOS-Á – Quando encontramos portas fechadas, devemos tocar as campainhas ou bater palmas, ou seja, de alguma forma, queremos ser atendidos. Não precisamos invadir apenas bater. Lembro das várias histórias na Bíblia de pessoas que precisavam de cura e insistiram com Jesus, venceram os obstáculos e alcançaram as bênçãos. Jesus: pergunta, afirma e exige compromisso. PERGUNTA: O filho pede pão e peixe. Receberá do pai pedra e cobra? – Claro que não. AFIRMAÇÃO: Vós sois maus e dão boas coisas, quanto mais o Pai Celestial dará boas coisas aos que lhe pedirem. COMPROMISSO: Jesus também exige de nós atitudes boas para com o próximo. Ele diz que devemos fazer aos outros, aquilo que gostaríamos que fizessem a nós.

Precisamos aprender com Jesus. Orar é uma atividade espiritual das mais relevantes. Quando oramos, as portas do céu são abertas. Também é preciso agir, sair em direção àquilo que se precisa, é preciso SOMAR com os irmãos, COMPARTILHAR e mostrar nas ações que passos são dados em direção (BUSCAI) ao que foi pedido. BATER, é perseverar dentro da vontade de Deus, é ser ativo e não passivo, é acreditar (FÉ) que encontrará a bênção. A oração de FÉ exige de cada um, mais do que palavras, exige atividade e amor ao próximo. - Alegremo-nos no Senhor Jesus!

Rev.Luiz Moraes

terça-feira, 13 de maio de 2008

O Derramar do Espírito

Pentecostes (Festa das sete semanas, da Colheita) onde eram oferecidas as primícias da terra. Pentecostes (Qüinquagésimo) 50 dias após a páscoa. O que aprendemos com essa realidade espiritual?

1 – Que a colheita era sinal do amor de Deus. Ele é o Sustentador, aquele que nos dá "O Pão nosso de cada dia". Da mesma forma o Deus Espírito Santo nos sustenta diariamente espiritualmente, Ele é o Consolador e Confortador de nossas vidas. Ele intercede por nós e nos guia a toda verdade. Cabe a nós, estarmos em comunhão permanente com o Espírito através da leitura e estudo da Palavra, através da oração e culto a Deus com os irmãos.

2 – A colheita nos lembra abundância. Jesus disse que veio nos dar vida e vida em abundância (João 10:10). O Espírito Santo é o doador dessa vida cheia, plena de Seus Frutos (Gálatas 5:22-23).

3 – Lucas relata como foi o derramar do Espírito sobre a Igreja (Atos 2). Quero destacar que foi sobre a Igreja reunida como Jesus havia ordenado. O valor do povo reunido é importante. O evento do Batismo com o Espírito, trouxe o Poder para a igreja realizar a missão de anunciar o evangelho. Este é o principal objetivo. Ser revestido do poder de Deus para o trabalho do Senhor.

4 – A promessa é para os salvos que têm o privilégio de serem a morada do Deus Espírito. Nosso corpo é para ser o Templo do Espírito, e tal presença significa: garantia de salvação, proteção espiritual, poder para realizar a obra de Jesus, uma vida de paz, e o suprimento espiritual e emocional.

Para nós, cristãos, da mesma forma que a festa da Páscoa ganhou o seu real significado em Jesus, a festa de Pentecostes deixa de ser sombra para ser real na descida do Espírito Santo. A profecia de Joel 2:28-32, se cumpriu nessa festa e Lucas em Atos 2 confirma tal fato. O Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja de Jesus em Jerusalém e inaugura um novo tempo, pois Ele veio habitar nos crentes em Jesus. É a presença de Deus em nós. A Igreja foi batizada e revestida de poder para realizar a missão de pregar o evangelho no mundo todo.
Alegremo-nos no Senhor Jesus!


Rev.Luiz Moraes