
CRUZ.
LUGAR ONDE
AS DIFERENÇAS
SÃO ANULADAS
Rev.Luiz Moraes
Ela anula as diferenças pessoais, morais, intelectuais, judiciais, raciais, religiosas e econômicas. Vemos Jesus no madeiro se fazendo igual aos dois ladrões. Em nenhum momento Ele reclamou, e nem reivindicou algum tratamento especial. Ele não se considerou maior do que eles ou que Barrabás, mas aceitou tal condição. Ele se fez maldito em nosso lugar.
Observamos com clareza que podemos ter diferenças com muitos irmãos cristãos de outros lugares, mas quando nos deparamos com a cruz de Cristo, percebemos que temos a mesma cruz, o mesmo sangue e cremos no mesmo Deus. Quando celebramos a Ceia do Senhor, percebemos que ali há unidade e que, mesmo separados pela distância, pela língua e cultura, sentamos à mesma mesa, comemos do mesmo pão, bebemos do mesmo vinho, repetimos as mesmas palavras e damos o mesmo sentido ao ritual. Os empobrecidos, os ricos, os negros, os polacos, os brancos, os que exercem algum tipo de poder e os que não, quando estão diante da cruz, são iguais. Em Efésios 2:19, Paulo diz:
“Assim já não sois estrangeiros e peregrinos,
mas concidadãos dos santos, sois da família de Deus”
Numa cidade perto de Ourinhos, interior de São Paulo, um diácono cristão, era delegado da cidade e um dos seus presos se converteu a Jesus. Aos domingos, o delegado liberava aquele preso para ir ao templo adorar. No culto, o delegado e o prisioneiro eram vistos juntos celebrando a ressurreição. A cruz de Cristo anula as diferenças. Não deve haver motivos em nós para o orgulho, a discriminação e a altivez. A cruz, era também nossa.